Bossa Nova Films conversa com o Festival Path sobre engajamento de marcas

Por Brunella Nunes

Com a internet demandando cada vez mais conteúdo e a tecnologia trazendo experiências ainda mais intensas ao público, a produção audiovisual tem tudo para decolar nos próximos anos. Prestes a completar 15 anos, a Bossa Nova Films conversa com o Festival Path sobre engajamento de marcas e participou do evento tanto na campanha de lançamento quanto na grade da programação.


A empresa comandada por Edu Tibiriçá, Denise Gomes e Willy Biondani tem foco em publicidade, TV, cinema, branded content e production services no Brasil e exterior. Com profissionais do audiovisual, da publicidade, da animação, da música, do game, da tecnologia e do licenciamento, compõe um time de peso que equilibra diretores experientes e novos talentos, unindo técnicas e ideias.


A equipe afiada resultou em prêmios nacionais e internacionais, incluindo o Caboré de “Melhor Produtora do Ano” (2008 e 2014), o maior reconhecimento da indústria brasileira de comunicação. A produção da Bossa Nova Films é intensa: já foram mais de 3.000 filmes publicitários, 13 longa metragens e mais de 500 horas para a TV, além de inúmeros projetos sob medida para as marcas.


Com vocação de inovação e atuação no mercado de tendências, a produtora se une ao Festival Path pela segunda vez para somar nas parcerias criativas. Batemos um papo com o Edu para saber sobre as novidades do setor, a adaptação às tecnologias emergentes e o quanto as marcas precisam estar atentas a autenticidade de seu conteúdo para se destacar.


Caco Galhardo, Seb Caudron e Luís Pinheiro no Festival Path 2019


A Bossa Nova Films participou novamente do Festival Path em 2019. O que essa união representa para vocês e o que será feito?

Sempre estivemos nos grandes eventos mundiais de inovação. Bebemos dessa fonte para construirmos nosso futuro, desde Cannes até SXSW. A tecnologia também embarca nisso. O Path tem tudo a ver com o nosso DNA. Nos dá uma oportunidade dentro do Brasil de respirar tudo o que está acontecendo no mundo como um todo, então sempre queremos que o evento dê muito certo.


Na nossa parceria atuamos como apoiadores, divulgadores e, às vezes, participantes na programação. Esse ano fizemos a campanha de lançamento, de promoção do evento, que foi dirigida pelo Seb Caudron. E também participamos de um painel da grade sobre linguagem cinematográfica.


Com o mercado cada vez mais amplo de oportunidades de criação, qual é a importância do Bossa Lab, que é dedicado a novos talentos?

O Bossa Lab é um selo, um asset dentro do grupo, a serviço da produtora. Esse laboratório é uma troca muito rica de experiências e talentos. Temos mais pessoas no nosso casting de talentos que vieram do Bossa Lab do que de fora.


Falar em nova geração é falar sobre o universo digital. Os caras já nasceram conectados. A forma como se relacionam com as marcas, com a família e os amigos é muito diferente. Se hoje temos uma necessidade para atuar no mercado digital, precisamos ter talentos que entendam essas narrativas.


Claro que a gente se insere nessa cultura digital. Mas a ideia é trazer novos talentos, com esse mindset, para dentro do time. É uma unidade de negócio que junta pessoas com visão de direção, estética, montagem, redatores…que atuem de maneira coletiva em projetos para o ambiente digital.


Nesse mundo conectado e empoderado, as campanhas e demais produções audiovisuais, tiveram de se atualizar, assumir um posicionamento, dar mais voz e destaque às minorias. O que você acha disso? Acredita que é essencial levantar uma bandeira?

A rede social deu voz a todos e quando isso acontece você cria um ambiente onde as diferenças saltam aos olhos. Se é tratado de maneira mais aberta e democrática. Isso só tem contribuído para essa discussão. Nós somos seres humanos, com direito de ir e vir, se expressar e se relacionar. Acho que é lindo isso existir. Você pode ter certeza que não existe um projeto nosso que nasce com ideia criativa sem uma causa.


A gente quer sempre, a partir do poder de uma história, ajudar as pessoas a serem melhores. Questões sociais, educacionais e de diversidade entram nas nossas narrativas. O que vocês acreditam em termos de sociedade? Qual bandeira levantam? A marca precisa encontrar isso e ter um posicionamento muito forte em relação a sua ideologia e suas crenças.


Então já não há mais espaço para o entretenimento por si só quando falamos em marcas e empresas?

Eu acho que é fundamental uma marca não fazer entretenimento puro. Ela precisa abraçar uma causa, estar engajada naquele projeto porque ninguém quer ser amigo de marca. Então é preciso ter um propósito que aproxime as pessoas do universo dela. A marca tem que deixar um legado para o público com o qual quer se conectar.


Nesse sentido, existe alguma fórmula para o sucesso de uma campanha?

A marca tem que ser verdadeira. Basta ela contar o que ela acredita, trazer pra fora. Quando trago esses códigos, o processo é mais natural. Se não der legitimidade ao projeto, é propaganda. Você precisa entreter e engajar as pessoas.


Um projeto de conteúdo é o mais legítimo possível quanto menos eu preciso contar que a marca está colada na história. Quando a marca não precisa assinar aquele projeto, com apoio ou oferecimento, é sinal que está muito bacana do ponto de vista das pessoas. A estrutura da narrativa precisa de um fit e os códigos da marca, que são o posicionamento e os valores.


Qual a sua visão de futuro em relação ao branded content e à divulgação das marcas?

Acho que já estamos no estágio de ter, daqui pra frente, não mais apenas campanhas mas projetos que se caracterizam como propriedade intelectual para marcas, de long tail (calda longa), onde não vai ter apenas a ativação de uma ideia, mas um projeto de longo prazo, que cria canais proprietários para as marcas, que não tenha apenas audiência mas que engaje uma comunidade, uma audiência conectada e participativa.


Mais do que ter uma big idea é preciso ter a habilidade de entender pessoas. Quem gosta de pessoas são os profissionais do futuro, independente do que você vai fazer ou do investimento que você tem. Essa é a pauta do futuro.


Quer saber mais sobre a Bossa Nova Films? É só entrar em www.bossanovafilms.com.br

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