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Estudo com Inteligência Artificial testa mediunidade de Chico Xavier

O maior líder espírita brasileiro deixou um legado de 412 livros publicados, os quais negava serem de sua autoria. Seriam as obras realmente escritas por espíritos?


Por Carla Furtado

Chico Xavier, grande líder espírita brasileiro, publicou 412 livros sobre Espiritismo, mas sempre afirmou que nenhum dos textos era de sua autoria. Segundo o senso do IBGE de 2017, é no Brasil onde vive a maior comunidade espírita do mundo, religião fundada pelo francês Allan Kardec, e é também aqui que um estudo feito com Inteligência Artificial buscou provar o que a ciência ainda não conseguiu: Chico Xavier realmente se comunicava com espíritos?


A STILINGUE, empresa especializada em monitoramento de redes sociais e textos via Inteligência Artificial, passou 6 meses modelando o estudo que analisou livros dos três nomes que Xavier indicava como autores das obras que publicou. Na explicação espírita, o médium foi apenas um transmissor entre as entidades desencarnadas (Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos) e o papel, realizando assim a psicografia.

"O uso de Inteligência Artificial tem mostrado diversos feitos que o computador é capaz de realizar: recriar obras literárias com características fidedignas, escrever notícias sozinho, conversar com pessoas na forma de chatbots (robôs que conversam em texto com pessoas) e ajudar a facilitar a comunicação na tradução ao vivo de idiomas. Mas não conhecíamos estudos onde a IA havia explorado evidências científicas da existência da mediunidade. Isso nos instigou", explicou Rodrigo Helcer, CEO da Stilingue.


Depois de três testes diferentes, os robôs conseguiram identificar que, de fato, cada autor tinha sua personalidade claramente impressa no estilo de texto, dando origem a obras distintas entre os autores, o que dificilmente um ser humano conseguiria produzir com precisão em tamanho volume. Confira aqui o estudo completo e entenda como a análise foi feita.


"Não me recordo de outro caso que tenha colocado a Inteligência Artificial para dar um resultado que jogue a favor da fé. Estamos em um mundo carente de fé e que está se perdendo no excesso de tecnologia. Não acreditamos que a Inteligência Artificial seja o agente do apocalipse, como muitos cientistas profetizam. Mas sim o contrário, será o antídoto para nos liberar tempo, automatizar atividades e rotinas que a própria tecnologia criou. Acreditamos muito nessa ‘escola’ da Inteligência Artificial a favor do homem e não contra", afirma Rodrigo.


Ainda com o embasamento da robótica, acreditar ou não nos poderes psíquicos de Chico Xavier é mesmo uma questão de fé. E se mesmo após ver o estudo ainda restarem dúvidas, é de se afirmar que ausência de mediunidade de Xavier o transformaria num dos maiores gênios da literatura. Seria possível equipará-lo a Fernando Pessoa, que também publicou com maestria textos de autores diferentes, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos — ou será que estes heterônimos eram entidades espirituais?